quarta-feira, 13 de março de 2013

Primeiras impressões da Cidade Maravilhosa

Vista do Pão de Açúcar no segundo dia no Rio
Chegando ao Rio pelo Galeão, a impressão no caminho até o Centro ou Zona Sul não é das melhores (como na maioria das cidades grandes do Brasil). Passando pela Linha Vermelha (boa parte do trajeto é obrigatório por ela), de um lado há o mar, e do outro diversas comunidades que ficam no trajeto. O que se vê acaba sendo muito lixo, muitas, mas muitas pessoas vendendo o que você imaginar no meio da via e um trânsito extremamente caótico. Em compensação, você acaba vendo várias coisas bacanas, como por exemplo a Igreja da Penha, os teleféricos do Morro do Alemão (os vermelhinhos, famosos na novela "Salve Jorge"), a ponte Rio-Niterói, o estádio São Januário, do Vasco, entre outras coisas. Mas o mais incrível de notar é o contraste da cidade: o modo como ela vai mudando ao aproximar-se da Zona Sul (assim como São Paulo mostra esse mesmo contraste ao aproximar-se da região do Morumbi, por exemplo).

O Rio
Não adianta. Existem dois Rios separados por uma linha tênue imaginária: o Rio da Zona Norte e o Rio da Zona Sul. Muda a arquitetura, muda a "cultura" de certa forma, mas é difícil não adorar o que se vê desde a janela do avião.

Após chegar e me estabelecer, no outro dia andei bastante por alguns lugares, basicamente pela Zona Sul, de táxi e, principalmente, a pé. O que pude notar de cara é o fato de haver MUITA GENTE nas ruas, seja andando, ou mesmo vendendo algo (entrarei nesse tópico peculiar dos vendedores ambulantes mais pra frente). Mas o que mais me impressionou, além dos "monumentos"da cidade - Pão de Açucar e Cristo Redentor foi os que eu vi no segundo dia no Rio que, mesmo vistos de baixo são incríveis -, foi o fato de ver várias pessoas andando tranquilamente nas ruas tarde da noite, coisa que pensei ser improvável, tratando-se de tudo que se vê ou se viu do Rio na mídia. É possível, por exemplo, voltar de um barzinho ou mesmo balada de ônibus (as linhas são 24h), ou ainda a pé, claro que se você estiver disposto e não for longe de sua casa.

As pessoas
O que gostei: os cariocas são solícitos. Muitas vezes, quando foi necessário perguntar algo para algum popular na rua, eles se propuseram a ajudar de alguma forma, informando e tal. Informar-se na rua será fundamental para você se achar nos primeiros dias, ou mesmo posteriormente, pois é impossível conhecer TODO o Rio em pouco tempo - estou aqui há quase dois meses e ainda utilizo do artifício de vez em quando. Notei também que eles se esforçam para tentar ajudar estrangeiros, que não são poucos, acredite.

O que não gostei: do atendimento em lojas/bares/restaurantes e afins. Salvo raras exceções, você não é bem atendido em lugar algum. Então, recomendo: se você achar um lugar onde seja bem atendido, vá lá SEMPRE, seja em loja, bar ou mesmo na praia, como em uma barraquinha que vende bebidas no Posto 5 de Copacabana, onde vou sempre em função do atendimento, por exemplo.

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Valeu!

sábado, 9 de março de 2013

Águas de Março

Ah, são as águas de março fechando o verão... Sim, elas existem, e não é pouca água que cai no Rio de Janeiro. Segundo relatos de quem mora aqui, janeiro e março são chuvosos, enquanto fevereiro é de tempo seco.

Um drama do povo fluminense, a chuva quando cai não é pouca, e tornou-se uma espécie de alerta prioritário deles, após as tragédias ocorridas ultimamente na Região Serrana e Baixada. A TV sempre informa em seus plantões se vai chover forte ou não, e não é para menos: quando chove forte, a cidade alaga MESMO.

A geografia do Rio já não é muito favorável. A cidade é plana, com diversos morros dentro dela, então a água acaba se acumulando nos pontos baixos. E a drenagem não é lá essas coisas por diversos fatores, então não é raro você ficar ilhado no meio da tarde em algum ponto do Centro, por exemplo.

Começou a chover forte, e estou na rua. E agora?
Dica: vá até um local seguro, e espere a chuva passar. Não tente caminhar na rua, pois há risco de acidente pelos "bolsões d'água" que se formam nas ruas, e NUNCA, JAMAIS, tome um táxi no meio do temporal, pois além de serem raros os motoristas que param para você, ainda vai ocorrer o fato de você ficar parado no trânsito, e como falei no post anterior, o taxímetro roda mesmo com o táxi parado. E, na pior das hipóteses, você pode ficar com o carro ilhado.

Se você estiver em casa na hora do temporal, só saia se for realmente importante, pois será uma aventura até chegar ao destino, nem que seja no bairro vizinho.

Estou em um ônibus ou táxi e cai o mundo lá fora. O que faço?
Simples, siga até seu destino. Não há muito o que fazer nesses casos, então procure um lugar seguro na hora que você descer do veículo.

Em tempo: se você estiver na praia e começar a chover, vá para longe da areia. As ondas aumentam com o vento, e o risco de ressaca é grande.

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A chuva é um problema sério aqui no Rio, e acaba sendo um fenômeno meteorológico que você fica obrigado a aprender a conviver. São as águas de março fechando o verão, mas é a promessa de vida no teu coração :D

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Abraço!

A chegada ao Rio

Eu fiz uma coisa que a maioria das pessoas não faz: optei em vir de mala e cuia para um lugar sem conhecê-lo antes. Claro, pesquisei (muito) na internet e uma amiga, a Gabriela, que mora aqui há mais tempo, me deu algumas dicas essenciais antes de eu desembarcar em terras cariocas. Mas era um lugar que eu ainda não tinha vindo, nem a turismo. Então, acabei vindo pra cá com algumas certezas e ao mesmo tempo muitas dúvidas sobre a cidade. Mas, mesmo assim, desembarquei por volta das 17h40 de uma sexta-feira no Aeroporto Internacional Tom Jobim. E assim começou a minha jornada ao Rio de Janeiro.

A saída do RS
Sou gaúcho de Passo Fundo. De PF há três possibilidades de chegar ao Rio, sem contar a vinda de carro (que não possuo): 1) pegar um voo até São Paulo, e de SP fazer a ponte aérea com o Rio; 2) pegar um ônibus até Porto Alegre, e após um avião para o Rio; e 3) de ônibus. Escolhi a segunda opção, pelo melhor custo-benefício: se eu pegasse um voo até SP sairia EXTREMAMENTE caro - já que o voo PF-SP o valor é quase o triplo de um voo POA-SP; e de ônibus a viagem é muito longa (cerca de 24h), e o valor da passagem é quase o preço de uma de avião de POA ao Rio.

Peguei o Unesul rumo a Porto Alegre. Dica importante: NÃO DESÇA NA RODOVIÁRIA. As linhas da Unesul Passo Fundo-POA vão até o Salgado Filho, basta informar na hora de liberar a bagagem que você desce no aeroporto, que ela é guardada em outro compartimento, e não descer do ônibus na hora em que ele chega na rodoviária. Logo após o desembarque da maioria, ele segue até o terminal de embarque do aeroporto. Demora uma meia hora além das 4h habituais do caminho, mas você poupa o que gastaria em táxi se descesse na rodoviária.

Se você é de outro lugar, informe-se com a companhia de sua preferência.

No aeroporto
Cheguei cedo ao aeroporto. Entrei no terminal eram 11h45, e meu voo só saía às 15h45. Parece bastante tempo, mas foi bom pelo fato de evitar qualquer tipo de correria. Tive tempo de conhecer o terminal, almoçar, fazer check-in, tudo na mais perfeita ordem.

O voo
Esta parte do texto destina-se a quem não tem muita experiência com aeroportos. Então, se você já tem uma boa rodagem, pule para o próximo tópico ;)

Antes de ir a qualquer lugar, pesquise bastante o preço das passagens. Muitas companhias fazem promoções-relâmpago, o que gera uma economia grande na hora de sentar na janelinha. Optei pela Tam e o atendimento/custo-benefício foi ótimo, mas escolha a de sua preferência.

Check-in: Antes de embarcar, você precisa validar sua passagem (comprei a minha com 15 dias de antecedência pelo site) e fazer check-in de sua bagagem. Vá até o guichê da companhia e valide a passagem (você recebeu um número quando efetuou a compra, e é com ele que você fará isso no atendimento eletrônico da companhia aérea). O guichê te dará um canhoto, semelhante a um extrato bancário e bingo! Aí está sua passagem. Sem ela é impossível realizar a etapa posterior, o check-in da bagagem.

Fique atento ao painel das chegadas e saídas dos aviões, que é ali onde você será informado da hora em que o check-in abre para seu voo. Geralmente o check-in é aberto duas horas antes da partida. Quando você ver que o check-in está aberto, VÁ PARA A FILA. Não fique esperando muito, pois provavelmente você não será o único a embarcar, e a fila será enorme. Chegando ao atendente, você irá despachar a sua bagagem, onde ele irá pesar a mesma. O peso limite da bagagem é de 23kg, o que passar será considerado "excesso", e você paga a mais por ele. Se você desconfia que sua bagagem pesará mais que isso, você pode comprar uma passagem que inclua uma cota de peso a mais de segurança (a Tam tem três tipos: a passagem básica, mais barata; a flex, onde permite que você exceda 10kg; e a top, onde permite 20kg a mais. Além disso, as duas últimas dão algumas regalias, commo pegar uma fila menor na hora do check-in), mas as tarifas são mais caras.

Lembre-se: você tem direito a levar uma bagagem de mão com você sem despachar, mas não abuse no tamanho. Opte por uma mochila, que caiba nos compartmentos acima de seu assento. Coloque na bagagem de mão o que você considerar de valor (documentos, laptop, dinheiro, etc.), pois ficará mais seguro. É recomendável ter na bagagem de mão uma muda de roupa, para o caso da bagagem despachada ser extraviada. NUNCA LEVE na bagagem de mão objetos cortantes, como alicate de unhas, tesoura e afins, pois você não poderá embarcar portando objetos desta natureza. Coloque-os na bagagem despachada.

Bagagem despachada: duas coisas importantes. Identifique bem sua mala e dê um jeito de lacrá-la. Se você tem uma mala discreta, de cor neutra (a minha é azul-escuro), cole alguns adesivos, coloque algumas fitinhas do tipo Senhor do Bomfim na alça, arranje um modo de você localizá-la facilmente na rampa na hora do desembarque, para evitar que você confunda com a de alguma outra pessoa, ou mesmo que outra pessoa pegue a sua.

Procure lacrar a mala de algum modo. No aeroporto há empresas que fazem isso (enrilam em uma espécie de plástico-filme), ou compre um cadeado e leve a chave com você. Para evitar que a mala abra-se por acidente (os funcionários não têm lá muita delicadeza na hora de despachar as bagagens, eles "jogam" mesmo), e principalmente, evitar que algum funcionário abra e roube algo - um problema relativanete comum nos aeroportos brasileiros.

Feito isso, fique atento ao painel novamente, que ele informará a hora que você pode embarcar (geralmente é cerca de 1h antes). Quando você puder embarcar, entre na fila, que será grande novamente. Neste momento, você passará pelo detector de metais, onde você irá depositar tudo que você tem nos bolsos e sua bagagem de mão em um recepiente que passará pelo raio-x e você passará pelo detector em si. Se os oficiais desconfiam de algo que você carrega, você terá de retirar da mochila, e mostrar pra eles (eu carregava um desodorante aerosol, e tive de retirar da mochila para que eles conferissem). Após, encaminhe-se ao avião, procure sua poltrona, aperte o cinto e boa viagem!

Chegando ao Rio...
...o primeiro passo é pegar sua bagagem despachada na rampa. Se você não sabe onde fica (eu não sabia), siga os outros que estavam em seu voo. Espere sua bagagem - pode demorar um pouco, e retire-a da rampa.

Antes de continuar, um adendo: no Rio, há dois aeroportos que operam voos comerciais: o Aeroporto Santos Dumont (SDU), na Baía de Guanabara, que é menor, não oferece tantas ofertas de voos (e as que oferece, geralmente, são mais caras), geralmente é fechado quando chove muito, mas em compensação é MUITO mais perto do Cento/Zona Sul da cidade; e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, ou Galeão (GIG), que é maior, mas extremamente afastado.

Desembarcando no Galeão, se você não tem ninguém esperando você de carro, você precisará usar algum meio de transporte para sair dali, que são: táxi ou ônibus.

Ônibus: o chamado "frescão". Não tenho muita certeza como funciona, pois peguei um táxi. Pelo que sei você sobe para a área de embarque, e se informa onde pega o "frescão". Por uma tarifa de cerca de R$ 15,00 (não sei o valor certo), você pega o ônibus, e vem em direção à Zona Sul. Ele passa por vários pontos da cidade, e é meio demorado, mas é geralmente um ônibus confortável. Se você não tem pressa, e quer ver um pouco mais do Rio, pegue-o.

Táxi: o meio de transporte que escolhi. Há duas opções de táxi que você pode pegar: o das empresas dentro do terminal de desembarque, ou ir para fora e pegar um táxi comum (o amarelinho, habitual nas novelas). Logo que você pega sua bagagem despachada, alguém vai te atacar oferecendo táxi, que são os das empresas que trabalham ali. Eles não rodam com taxímetro, o preço é tabelado, você dia o bairro que você vai, paga na hora, e alguém te encaminha até o táxi, que é diferente do comum (geralmente é um carro de grande porte, cor azul ou vermelha), onde algum funcionário irá colocar suas coisas dentro do carro, e ele seguirá para seu destino. E há o táxi amarelo, que você pega fora do aeroporto. Esse sim roda com taxímentro e você paga na chegada ao destino.

As vantagens e desvantagens de cada um:
Táxi das empresas que operam no aeroporto: caro. O preço é tabelado, então você não paga o que rodou (eu peguei esse, e do Galeão até Copacabana custou R$ 100,00). Mas é seguro, pois você já pagou pelo serviço, e não há perigo de o taxista não dar troco ou algo do gênero.

Táxi comum: mais barato. Ele vai rodar com taxímetro, então pode custar menos a corrida. Mas tem alguns poréns. Se você chegar ao Rio na hora do rush, você ficará um bom período parado na Linha Vermelha, que é lotada, e o taxímetro roda mesmo com o carro parado, e alguns taxistas podem aplicar pequenos golpes, como não dizer que não tem troco ou algo assim (NUNCA aconteceu comigo, mas há relatos de que já ocorreu, principalmente com estrangeiros).

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Este foi meu relato/diário de bordo de chegada ao Rio. Em outros tópicos, voltarei com alguns temas já descritos aqui, principalmente transporte e chuva.

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Saludos!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bem-vindo!

Praia de Copacabana relativamente vazia, numa quarta-feira ao meio-dia

Bom, gente. Faz tempo que tinha a vontade de criar um blog, mas não queria fazer algo inútil, queria criar algo que fosse pertinente a alguém. Então surgiu a ideia de criar este que você lê agora, o Life in Rio, com algumas dicas úteis para quem deseja vir para o Rio para trabalhar, estudar, ou mesmo fazer turismo na Cidade Maravilhosa. Um lugar que, apesar de suas mazelas, é fantástico.

Tentarei mostrar neste espaço um pouco das diferenças, curiosidades e dicas úteis, na ótica de um gaúcho que veio "amarrar os cavalos no obelisco" na terra do Redentor. Espero que gostem :)

Saludos.